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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mais um...


2008: SAUDADES? Só do futuro!!!

Façam o favor de entrar em GRANDE em 2009!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Reservem os vossos lugares!!!

Como já aqui vos havia dito, a Mammy aventurou-se na ficção e escreveu um guião.

Pois chega agora o tão esperado momento de vos comunicar que o meu "À Procura de um Final Feliz" já tem data marcada: dia 4 de Janeiro, próximo Domingo, depois de Equador, não percam a minha estreia!!!

Claro que depois gostaria muito de conhecer as vossas impressões :)

Espero que gostem e conto convosco! Dêem-me audiências sim?

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal!

Que a magia do Natal entre nos vossos corações.

Que,nem que seja por um instante apenas, acreditem no Pai Natal, nos presentes maravilhosos, na fábrica dos duendes, nas renas, na extraordinária missão de contorcionismo que deve ser entrar e descer por uma chaminé.

Desejo a todos que possam encontrar a inocência da infância e que façam desta data a mais importante de todas.

Desejo saúde porque, com ela, tudo o resto se torna possível.

Feliz Natal.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Vou às compras, tá?!?

Qualquer coisa estou aqui, sim?
Provavelmente com neve até aos joelhos, roxa de frio mas, DEFINITIVAMENTE, felizzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz!!!
See ya!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Mammy went Hollywood


Ah pois é! É nisto que dá meter um hamster no meio de duas jornalistas giras e muito simpáticas! OBVIAMENTE que os olhos deste animal só poderiam ficar assim esbugalhados perante tanto charme!!!

Eis-me no lado direito... eis a Paula, da concorrência, do lado esquerdo. Duas tugas que mantém a tradição aventureira lusa e que (quase) se perderam na loucura de Los Angeles. Ah pois é! Durante dois dias Hollywood esteve aos nossos pés!!!

E aqui ficam mais uns momentos de confaternização com o Rhino que, aposto, será uma futura estrela dos filmes de animação! Para já poderão vê-lo brevemente (dia 11 de Dezembro) em BOLT!!!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Adeus Rute...

Se te tornares num anjo...olhas por nós?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Hoje é o dia de alguns (mas)

Parabéns às bruxas! Hoje é o vosso dia!!!
Aos restantes...Feliz Halloween! :)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Pensamento do dia

"O bem é aquilo que dá maior realidade aos seres e às coisas; o mal é aquilo que disso nos priva"
Simone Weil

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O espelho de nós?

Com a ansiedade de sempre, lá fui ontem até ao Teatro Camões para assistir a mais duas criações feitas especificamente para a Companhia Nacional de Bailado... Já aqui confessei a minha paixão incondicional pela dança e é sempre com muita alegria que entro naquela sala de espectáculos.
Como sempre, não esperei nenhuma históriazinha tradicional que a dança clássica nos habituou. Entro com a expectativa de voltar a maravilhar-me com a plasticidade dos corpos, com a capacidade comunicacional que a dança contemporânea encontrou para fazer sentido. Para mim, na minha cabeça, nos sentimentos que me transmite, sempre foi clara e perceptível... Comove-me tanto como um romance à moda antiga, dançado em pontas...Ou até mais. Definitivamente mais.
Mas ontem algo estranho aconteceu. Ontem as duas coreografias mais soaram a murros no estômago. Explico: a dança também é uma representação. Mais do que um simples momento de entertenimento, os corpos transmitem mensagens, contam-se histórias com movimentos. O olhar do coreógrafo é, nesse sentido, um olhar sobre o mundo, sobre o que nos rodeia, sobre o que somos. E a verdade é que, dada a conjuntura actual, a todos os níveis, o ser humano não se afigura como um ser belo. Logo, a criação, enquanto reflexo e reflexão da realidade, também não o pode ser. Não se quisermos passar uma mensagem fiel do estado das coisas.
Ontem dei por mim a sentir um imenso incómodo. Porque vi aquilo que alguns já são, no que muitos ainda se tornarão e eu, provavelmente, não serei excepção. Poque não há espaço. A primeira coreografia pos-me a pensar nesta terrivel falta de comunicação que existe entre as pessoas. Por medo de muita coisa afastamo-nos uns dos outros. Erguemos barreiras, criamos fossos, muralhas de betão que ricocheteiam qualquer coisa que venha de fora. O toque... as pessoas cada vez mais têm medo de se tocarem. Por não gostarem da intimidade, da proximidade que uma mão noutra mão ou num ombro sugere. Há fobias, manias e gente que, apenas, sente asco no calor de outrém.
Cercamo-nos de tantas armas que, nos momentos de necessidade, não sabemos. Como tocar, o que dizer, chegar perto de alguém. As mãos tremem, regressam aos bolsos sem tocarem no outro. As palavras morrem na garganta, desfazem-se com a impulsividade ridícula de quem, após um vislumbre de fraqueza, se recolhe na violência do gesto, no olhar fechado.
Trememos como seres esquizofrenicamente emocionais que somos. Fugimos. De quê? Do quê? De quem? Eu acho que a resposta se resume à fuga da humanidade. Cada vez mais as pessoas se divorciam do lado emocional que nos distingue dos restantes animais... A razão pode produzir monstros...Sei que houve alguém que já o afirmou. E eu começo a concordar.
Refeita do choque da primeira coreografia, lá vem mais outra. Se a anterior deixava o jogo da interpretação ao critério de cada um, a mim, como viram, provocou-me coisas horríveis, a segunda era, assumidamente, uma reflexão sobre a individualidade e o grupo. Rui Horta perguntava se será mesmo possível vivermos em grupo com todas as idiossincracias que cada um tem. Não dá resposta. O meu olhar de espectadora, de quem completa o sentido da obra no escuro da plateia, lugar onde o espectáculo se efectiva, encontrou-a. E mais uma vez fiquei a sofrer.
Um grupo de pessoas, a "massa", os anónimos da vida. Todos caminhando para o mesmo lado, todos bombardeados com os deveres, as normas, as regras da vida social. Canalizados para os mesmos assuntos, como traças à volta da luz. Rebanhos de gente. E quando um se "tresmalha" e confessa que apenas quer ser músico?
A massa puxa, a massa engole, a massa aniquila. A verdade é que ninguém rema contra a maré. E se o faz...um dia também se cansa. E a segurança... quem não a quer? Seremos então livres de sermos quem somos ou queremos ser?
Bem... acho que ainda estou demasiado perturbada e a digerir o lado feio do Homem. Somos isto. Tornámo-nos isto. Todos somos culpados. Uns não querem saber, outros nem pensam, outros sofrem... E outros dizem o indizível através dos corpos que dançam esta vida tão...sem sentido.
Quem quiser que assista. Gostava muito que depois me dessem as vossas opiniões. :)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Silêncio por favor!

"Quem sabe de tudo não fale,
Quem não sabe nada se cale,
Se for preciso eu repito!
Porque hoje eu vou fazer,
ao meu jeito eu vou fazer...
Um Samba sobre o Infinito..."

Mariza Monte

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O que eu não sabia sobre o High School Musical

Na semana passada fui convidada a voar até Madrid para a apresentação do High School Musical 3, o último filme da "trilogia" infanto-juvenil que, ao que parece, tem apaixonado meninas e meninos por esse mundo fora.


Não é segredo para ninguém que, desde que fui mãe, a minha cultura cinematográfica ficou pelas ruas da amargura e que, a existir alguma espécie de vida neste campo, ela resume-se à leitura de sinopses, visionamento de trailers, aluguer de DVD´s com alguns meses de prateleiras no Blockbuster e, de quando em vez, a uma ida ao cinema ver a coisa mais leve que esteja em cartaz porque costumo estar demasiado cansada para pensar no escuro...


Por isso, assim que chego à capital de "nuestros hermanos" mais parecia que tinha aterrado em Hollywood tal era o aparato à porta do hotel onde nós, jornalistas, actores e staff da Disney estávamos instalados. Miúdas munidas de blocos, algumas vestidas com as cores do filme (branco e encarnado), putos com um "piquinho a azedo" (pensei eu) ansiosos por ver não sei se as babes ou os boys do filme...

Ok... isto já passa, pensei eu. Mas foi só chegar à Gran Vía, onde o filme foi exibido, para perceber que o pesadelo mal tinha começado. Ele era trânsito condicionado, cordões policiais na estrada tentando controlar os fãs em histeria, novamente os blocos no ar à espera de um autógrafo, os flashes, os uivos ninfomaníacos das meninas que pediam beijos aos rapazes, uma passadeira vermelha que não se conseguia ver tal era o mar de gente!



Findo o desfile de estrelas, sempre com ar feliz, com a frescura dos vinte aninhos acabados de fazer, dos vestidinhos curtos e do piscar de olho a um ou outro fã, eis que era chegado o momento de ver então o filme. Aquele que contava o final do ensino secundário. Do rapaz da equipa de basket, que depois de se apaixonar pela menina pobrezinha mas muito inteligente, descobre que, afinal, até gosta de fazer teatro. Tanto que equaciona a hipótese de o fazer depois do baile de finalistas...

Agora imaginem a cena: um cinema a apinhar, pom-pons com fitinhas a fazer pendant com as cores do produto, baldes gigantes de pipocas irritantes, milhões de criancinhas e adolescentes novamente em transe quando os actores subiram ao palco para cumprimentar o povo. Jornalistas humildemente sentados na escadaria do cinema.


Eu de boca aberta. Estupefacta sempre que ouvia, a meio do filme, alguém berrar "GUAPOOOOO!!!" ou tudo a aplaudir sempre que o casalinho dava um beijo. Surreal. Acho que foi a melhor palavra que encontrei para descrever a coisa. Se bem que agora, à medida em que vou escrevendo, também ache que "hilariante" se encaixa bem...

E assim descobri eu que estava perante um grande êxito sem o saber e que, no dia seguinte, iria entrevistar estas mini-stars. Foi giro! Foi estranho... Mas mais estranho ainda é pensar que, tal como aqueles pais ali estavam com as filhas, um dia também eu sairei na rifa... :)


Aqui vos deixo algumas fotos tiradas por um colega, o João Tomé.
Beijinhos a todos os que viveram esta aventura :)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Era uma vez duas vidas

Era uma vez uma menina que não sonhava em casar.
Era uma vez um menino que já tinha sido casado.
Cada um pelas suas razões haviam prometido a si mesmo que a vida não era para ser partilhada com outra pessoa.
Achavam que era felizes.
Um dia, qual história de conto de fadas, cruzaram-se no lugar mais improvável para encontrar a cara-metade. Mas o cupido andava por perto...
Ela fugiu. Ele procurou-a. O diabrete de asas, com setas fatais, fez questão de os juntar.
Casaram-se 6 meses depois.
No dia 27 celebraram 5 anos de vida em comum.
Era uma vez uma menina que se fez mulher do melhor homem do mundo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Outono dos pequeninos

Lembro-me da efeméride estar ligada ao início das aulas. Do medo de entrar numa nova escola. Rostos novos e estranhos que rapidamente se tornavam familiares e companheiros de aventuras no recreio.

Era tempo das carcaças cozidas a lenha barradas com doce de tomate caseiro, feito pela avó da melhor amiga. Já cheirava a chuva e a terra molhada. Dias cinzentos que contrastavam com o colorido das folhas mortas, queimadas pelo sol, que rodopiavam pelo asfalto.

Já não andávamos de bicicleta nem testávamos a coragem de crianças, para quem um simples declive na estrada tomava proporções gigantes. Assustadoras.

A mãe pedia-nos para ficarmos em casa. O quarto virava páteo de escola, com amigos e brinquedos por todo o lado. Mais tarde as luzes apagar-se-íam para a magia dos primeiros beijos roubados. Trocados a medo.
Havia bolo de chocolate acabado de sair do forno. E leite branco para acompanhar. Tal como hoje, também escurecia cedo. A diferença é que a promessa de um outro dia cheio de coisas boas por descobrir era garantida. Hoje não sei... São dias que se seguem. Com outra graça, é certo.

Hoje, apesar de não o sentir, de não parecer, começa o Outono. Deu-me para recordar a minha infância... Feliz Outono para todos!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Post de baixo nível em jeito de desabafo porque me apetece!

Com tanta espécie injustamente em vias de extinção...pergunto eu: Quando é que chega a altura dos lobos com pele de cordeiro? Neste caso...lobas?
Estou farta, tão farta, mas tãooo farta de quem não tem nada para fazer na vida!!!

Eh eh eh... a esta hora há alguém que está a ler o desabafo e que se está a morder toda! Tomem lá suas MULAS! Agora têm um motivo com fundamento para andarem a bichanar umas com as outras. Tadinhas...

Os meus leitores queridos que me desculpem o post de baixo nível mas estava mesmo a apetecer-me fazer isto e mandar o recadinho: eu sei!!! :p

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

3...2...1...ACÇÃO!

Já aqui vos tinha contado sobre a aventura da escrita de um guião.
Também já vos disse que era oficial, que este tinha sido aprovado e que o meu tele-filme iria ser produzido...

E hoje posso dizer-vos que "o parto" já começou. Esta semana começaram as gravações!!!
Passei a noite de segunda a assistir a tudo, bem de perto, muito orgulhosa, muito ansiosa, muito nervosa...enfim, muito tudo! A sensação foi a de entrar numa espécie de montanha-russa emocional! E que bem que soube, e tão estranho que foi, ver e ouvir os actores a dizerem o que eu escrevi, o que eu imaginei...

Estou muito feliz!

Sei que ando em falta para com quem me lê mas a verdade é que tempo livre é coisa que escasseia por estas bandas. Mas é por um bom motivo!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

AI!!!

Quase que não me posso mexer!!!
No final da semana fui brindada com uma porra de uma Contactura Muscular bem no meio das costas. O médico exigiu descanso. Pois...o médico não deve ter filhos...

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Como sobreviver aos filhos em férias...

Depois de alguns dias ao sol, a Sul, cá estou eu de regresso. Se as férias foram boas? Bem... as férias começaram agora! Confusos? Os que já são pais ou aqueles que privam com crianças percebem o que acabo de escrever... aos restantes passo a explicar.
Então comecemos pelo princípio:

CAPÍTULO I - A partida

Ir de férias com os filhos é como mudar de casa. A única diferença é que, em vez de um camião, a desgraçada da carrinha que comprámos quando a cegonha vinha a caminho tem de ter espaço para tudo. E a lista é interminável! Para além dos sacos de roupa dos pais ( que outrora nadavam na imensidão do porta-bagagens) agora acrescenta-se: a roupa da baby. Há a de sair à noite, a da praia, a de todos-os-dias.

O saco gigante de volumosas fraldas. A banheira. O carrinho de passeio. O triciclo. O saco dos baldes, pás, insufláveis, bolas e restantes tralhas coloridas para usufruto à beira mar. Outro saco. Com biberões. Papas. Chuchas em stock. Bolachas do Ruca.
A geleira! Porque a mãe não está para fazer sopas durante as férias, logo, congelou tudo. Um peso e um volume incríveis!
A carrinha até é jeitosa mas...os cavalos que tem dentro mas parecem burros de carga nesta altura!!!

CAPITULO II - A Viagem

Depois da ginástica de acomodação da tralha, eis chegado o momento da viagem.
Criança no banco de trás, bem presa na sua cadeirinha cor-de-rosa, retrovisor apontado à dita.
Cds com músicas infantis com fartura no porta-cds, água fresquinha, snacks para o caminho...
Mas fazer assim 300 kms não é tão fácil!!! É que se lhe dá um ataque de choro em plena auto-estrada, onde ela se lembra de pedir o colo do pai, que vai ao volante, está o caldo entornado.

A fantástica carrinha familiar tem um leitor de dvds. Nunca usado. Ainda na caixa. Desde a compra da viatura... A mãe lembrou-se. Ideia de génio! Pensa... Ideia parva! Resmunga o pai quando se vê a braços com a montagem da geringonça. Meia hora depois o Ruca finalmente dá sinais de vida. A babe bate palminhas. Os pais fumam um cigarrinho, do lado de fora do carro, com a cabeça já no extenso areal que os espera....

CAPÍTULO III - O primeiro dia de Praia:

Pés na areia! Finalmente! O mar é tão bonito! Vou-me vingar de um ano-cão!
São os pensamentos dos primeiros segundos diante da praia. Assim que se olha para o lado já a babe corre em direcção à água. Ainda tem a roupa vestida mas isso não importa. O que conta é dar um valente mergulho nestas ondinhas. Olha! Caí e enguli água! A mãe vai a correr. Ela ri-se e diz "MAIS!!!"
Neste capítulo posso assegurar por experiência própria que, se ainda existirem quilos a perder devido à gravidez, duas semanas de férias a correr pelo areal, de meio em meio minuto, fazem milagres!

CAPITULO IV - Os 15 dias que se seguem:

Uma das coisas boas de se ter crianças pequenas é o convívio.
Muito menos preocupadas do que nós, as crianças têm uma facilidade incrível de fazer amigos.
Por arrasto, os pais são obrigados a conviver com os outros pais enquanto as crias partilham baldes e chuchas à beira mar. E por vezes há descobertas surpreendentes!
Ou seja... tudo começa com um "Ema não batas à menina" ou com um "Constança dá imediatamente a pá à menina que está a chorar" e dali a nada já as mães confraternizam alegremente entre si e os pais falam dos cargos muito importantes que desempenham nos restantes dias do ano.

Este ano lá fui apanhada nas malhas da coisa. E dou por mim, sentada na areia molhada, qual croquete devido Às brincadeiras da canalhada, a ouvir aquela que diz que vai aumentar as mamas ou a outra que vai fazer uma açordinha para o almoço da cria. A maior parte só me consegue arrancar um sorriso amarelo e um esgar de troça que não consigo disfarçar. Mas há excepções. E assim me junto a duas mães, dois pais e duas meninas.

Ele é ver-nos aos pares juntos para todo o lado. Partilhamos toldos. Fazemos equipas de pais que se revezam para que os outros possam ter ums minutos tranquilos ao sol. As meninas andam de mãos dadas e a passo de marcha. Inventam-se brincadeiras para meter ordem em tudo. Elas sorriem. Estão felizes. E nós também.

Da esfera da praia passamos automaticamente para os almoços tardios na esplanada ou para os jantares em família. Passeios pela marginal da vila para digerir. Elas as 3 sempre juntas. As mães a descobrirem que até são colegas de profissão. Soltam-se segredos e confidÊncias. Os maridos dão no vinho. Um whisky para relaxar.

Partilhamos afinal os mesmos dramas, os mesmos medos. Sentimos o mesmo. E nesta convivência que começou "forçada" percebemos que não estamos sós e que acabámos por fazer amigos.

Para o ano lá estaremos outra vez.
Para a semana há sushi em Lisboa agora que já voltámos ao trabalho e que sobrevivemos aos filhos em férias!!!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Vou...fui!!!

Ainda não cheguei ao meu destino de férias mas já estou em contagem decrescente.
Deixo o resto, deixo o blog, deixo os problemas, deixo tudo o que me faz desejar ardentemente partir...e, quem sabe, não voltar!
Au revoir!!!

terça-feira, 22 de julho de 2008

O que vale uma palavra?

Se hoje fosse uma personagem das minhas séries favoritas da Fox, hoje seria a Marin Frist do Amor no Alasca. Isto porque, em conversa com uma amiga há pouco, ela confidencia-me que estava desiludida com uma pessoa que lhe tinha prometido uma coisa e que acabou por fazer outra.

- Oh, mas era previsível! - disse-lhe eu.
- Mas então onde é que fica a palavra dele? - responde ela.
- Não fica. Não tem...
- Mas não devia ser assim!
- Ó amiga, ainda acreditas no Pai Natal? - atiro eu já cansada de lhe explicar que as promessas de certas pessoas pouco valem. As palavras também.

Desligo o telefone e fico incomodada. A PALAVRA não me sai do pensamento. Então dou por mim a ser a Marin Frist. Se tivesse um programa de rádio em Elmo o tema de hoje seria o sentido da palavra.

Será que elas cumprem algum sentido que vai para além da nomeação das coisas?
Poderão as palavras ter verdadeiramente alguma dimensão ética e moral?
A palavra ainda tem honra?
Valerá alguma coisa ou não passa, apenas, de um monte de brilhantes nos lábios que nos iludem?

Se vocês vivessem em Elmo, a Marin perguntar-lhes-ia a vossa opinião. O que me dizem?
Tuff question? Absolutelly!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Abri a porta

Depois de uma semana fechada em casa e a desejar para que este dia chegasse, hoje, finalmente, abri a porta. Passei este tempo todo a querer curar a filhota, que caiu de novo à cama com uma bronquiolite, prometi-lhe que em breve poderia regressar ao parque e andar no escorrega. Quis muito sentir o sol na pele e voltar às minhas rotinas. Trabalhar, criar, sentir o cansaço ao final do dia.

Hoje foi dia de sair e voltar à vida de sempre.
Hoje abri a porta e, estranhamente, pareceu-me tudo demasiado assustador.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Eu sem jeito...

Odeio. Não porque não goste de ouvir. Porque gosto. Todos gostamos!
Odeio porque fico sempre sem graça, sem jeito, atrapalhada. Meto os pés para dentro, encolho os ombros, recolho o pescoço e JURO que ganho traços de tartaruga! Depois sorrio timidamente e agradeço em voz sumida. Já houve quem me dissesse que é falsa modéstia. Poderá parecer. Aceito isso. Mas acreditem que não é.

A verdade é que lido muito mal, ou melhor, nao sei lidar com elogios. Porque nunca me tenho em boa conta, porque raramente me levo a sério. Porque acho sempre um exagero e que aquilo até nem é bem assim. Só tolero um "Parabéns" quando faço anos. Todos os outros dias, acho que faço o melhor que sei. E raramente fico contente. Mas há quem goste.

O que me leva ao assunto de hoje. Há muita gente que me diz que gosta de ler este blog. Existem aquelas queridas que comentam sempre e que já fazem parte deste cantinho, os que espreitam e preferem dizer-mo pessoalmente. O amigo do amigo que até já passou por cá e que depois, a título de curiosidade, regressa de quando em vez para ver como "páram as águas". Soube recentemente que a mãe da Rute, sobre quem aqui escrevi de coração aberto, imprimiu o post e que o levou a ler às colegas do trabalho. Olá Mãe da Rute! Beijinhos se estiver a ler isto!!! Um dia destes uma editora quis falar comigo...

E eu fico feliz com tudo isto mas incrédula porque este blog é assim uma espécie de "terapia à base dos disparates gratuitos/ diário de mãe galinha". Confesso que o adoro mas, lá está, como noutras coisas da minha vida, também não o levo muito em conta.

Isto para dizer que hoje recebi um mail de uma colega. A Catarina (eu disse-te que vinhas cá parar, não disse?). A Catarina e eu cruzámo-nos por pouco tempo. Tão pouco que tenho a sensação que nada sei sobre ela e que, o pouco que sabia, estava totalmente distorcido graças à má-lingua de terceiros. Como sempre...

Aos poucos tenho descoberto que, afinal, interpretei mal a Catarina e hoje, especialmente hoje, acho que encontrei uma pessoa que até me percebe! Por isso, OBRIGADA CATARINA pelas palavras que me escreveste. Significaram muito para mim. O que transcrevo abaixo fez-me ver que afinal isto até vale a pena... :)

"Obrigado por todo o optimismo que transmites.
Obrigada por conseguires tornar que alguns momentos da nossa vida não sejam assim tão maus quanto parecem.
Obrigado por me fazeres rir quando menos me apetece."

Obrigada eu!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Estou assim!

Tão cansada que nem me atrevo a ligar o pc porque depois apetece-me escrever mas sei que tudo o que publicar será mau. Tipo devaneios sem conteúdo ou interesse provocados pelo excesso de cansaço, ausência de sono e muito mas muito trabalho.

Era só para dizer OLÁ e até um dia destes..

quarta-feira, 25 de junho de 2008

A ajuda chegou!

Novidades fresquinhas acabadas de chegar dos Açores! Recebi este mail da Professora Paula e resolvi publicá-lo porque ele pertence a todos os que ajudaram...

"É com muita alegria que vos digo que a separação e distribuição da ajuda vinda da roche tem corrido muito bem!
Já temos distribuídos mais de quarenta caixotes. Tem sido uma festa nas casas de todos aqueles que têm sido abençoados com a vossa ajuda!
Graças a Deus temos tido imensa ajuda de todos os que trabalham aqui e até algumas mães têm colaborado na distribuição da ajuda!!!

Todos os produtos de higienes já foram distribuídos…tivemos alunos que ficaram surpreendidos pelo simples facto de terem recebido uma escova de dentes. Ficaram imenso tempo a olhar para ela!!! Os professores tiveram a explicar a normas de higiene e ensinaram a escovar os dentes. Nem sabem o quão importante é a formação nessa área e nem imaginam a quantidade de alunos que não tinham escova de dentes e nunca tinham sequer visto uma pasta para crianças. Parece incrível nos dias de hoje.

Também já terminámos a distribuição da roupa de bebé, dos cereais, do leite e das papinhas. Ai foi uma festa para as mamãs cá da terra!!!
A distribuição das ajudas para os bebés impressionou-me mesmo. Tantas mães e avós a pedir auxílio quando souberam que tinha chegado ajuda. Fiquei mesmo aflita!!!

Ontem mandei chamar muitas dessas mães e avós para distribuir a ajuda. Houve umas que até discutiam entre si por causa de um fatinho de bebé. Meu Deus… a necessidade que estas pessoas passam para brigarem por coisas que parecem ser tão fáceis de ter para alguns. O que vale é que chegou ajuda que deu para dar um pouco a cada mamã.

Nem imaginam o valor que elas dão e nem calculam a alegria que deram!!!

Ahhhh…. Também já estão distribuídos caixotes de roupa e sapatos de senhor e senhora.
Hoje não vou poder fazer serão porque estou mesmo a cair…. Tenho de dormir bem esta noite para recuperar forças. Mas este cansaço sabe-me muito bem!!! E esta ajuda que enviaram também a mim me tem dado imensa felicidade. Sabe mesmo tão bem ver o sorriso de felicidade na face das crianças e das pessoas que têm recebido ajuda!!! É mágico mesmo!!!

É verdade…. Todas as pessoas têm vos agradecido muito, com palavras assim “seja pela saúde de quem deu….” “que nosso senhor depare quem mandou estas coisas”, “seja pela alminha dos familiares de quem ajudou”. Não se admirem, mas estas são mesmo expressões de um agradecimento genuíno e sincero!!!

Ao longo da próxima semana contamos continuar com a separação da roupa, dos brinquedos e do material escolar e com a distribuição da mesma. Depois dar-vos-ei notícias de como tudo está a correr.

É uma grande alegria poder fazer parte desse vosso gesto tão grandioso! Acho que foi um milagre terem conseguido recolher tanta coisa e coisas maravilhosas mesmo!!! E, meu Deus, devem ter tido uma trabalheira enorme. Nem sei como poderei um dia agradecer, mas estou certa que Deus é grande e há-de recompensar pela felicidade que têm possibilitado!!!

Obrigada e muitos beijinhos
Paula Margarida"

domingo, 22 de junho de 2008

É oficial!

Lembram-se de, há algum tempo, vos ter falado da minha aventura na escrita?
Pois bem. Já é oficial e por isso quero partilhar convosco. A Mammy acaba de escrever o seu primeiro guião para um tele-filme!

Está assim justificado o motivo da minha ausência.
Os últimos dias têm sido extenuantes e a história, as personagens exigiram tudo de mim.
Hoje escrevi a última página. Tem a palavra "Fim" mas eu espero que seja o início de uma nova aventura.

Depois de entregue o projecto, que já foi aprovado, vai entrar em fase de produção e lá para Setembro a minha história vai ser emitida.
Não vou desvendar muito porque quero que seja uma surpresa para todos mas posso adiantar-vos que é uma história que me é muito próxima.
Fala de Autismo e é dedicada à minha mãe e ao meu irmão.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Já venho!

Vou para AQUI!!!
Digam lá que a esta hora não estão todos a pensar " Grande mula vai para uma ilha paradisíaca e eu aqui a trabalhar!"...Eh eh eh!

Pois de facto vou para uma ilha. Mas é nossa. Chama-se Madeira e tem hoteis com muita pinta! Infelizmente duvido que passe muito tempo na boa vida. Também eu vou trabalhar...
Mas vou mudar de ares e, acima de tudo, andar de avião que é uma das coisas de que mais gosto!
Fui!!!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Passa aí o Bucagell!

Para quem não sabe o Bucagel é, a meu ver, um dos melhores inventos a seguir à roda. A verdade é que o dito é assim uma espécie de melhor amigo das mães porque, graças a uma acção anestesiante assim me parece, tem o poder de acalmar as criancinhas quando um dente está prestes a nascer.

Elas calam-se, ficam aliviadas e nós também porque é o tal estado propenso à criação de otites ou, em casos mais graves, ao corte de pulsos.

O Bucagel é meu amigo. Eu gosto do Bucagel. Tanto que tenho várias bisnagas espalhadas em todo o sítio e, com a pequenina com a dentição quase completa, estava a ficar assim com um bocadinho de pena das minhas amigas.

Pois... o pensamento saiu-me caro! Alguém se comoveu com esta minha estranha amizade e fez o favor de me enviar mais uma oportunidade para as usar. Só que, desta vez, a paciente sou eu!
Eis-me, Mammy Lesas, pouco mais de 3 décadas de existência, agarrada ao maxilar com uma tremenda dor! O juízo veio tarde! Ou melhor... o siso!

Alguém me explica porque é que temos de ter dentes que chegam tarde e que, sinceramente, não servem para nada? Isto é, não aquecem nem arrefecem? Não poderia eu ter saído à minha mamã que, como a ciência já atestou, não lhe nasceram os ditos porque a tendência é a mtuação física no sentido de eliminar o acessório?

Em que é que ficamos? Supostamente quem sai aos seus não degenera, não é?

Mais! Não bastava a dor, pior do que as de parto (é mesmo verdade), como descobri que não tenho espaço para que rompam saudavelmente. Ou seja, os especialistas dizem que a Mammy tem uma boca infantil. Pequenina, entenda-se. Sem espaço para nada. E aparece-me o siso, que por sinal , é grande como o caraças! Resultado: "Pois, vai ter de extrair por cirurgia porque está a tentar romper por cima do outro", disse o senhor dentista.

Até lá ando a Clonix´s e a Bucagel. Vale tudo para me esquecer que tenho um monstro enorme no fundo do maxilar a dar comigo em doida! Por falar nisso... lá vou eu ter com as minhas amigas!

sábado, 31 de maio de 2008

EU VOU!!!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Amy Drughouse


Esta "piada" vendida nas t-shirts da Cão Azul não deve ter tido grande saída no Rock in Rio LX.
Vocês viram a falta de noção?
Estou tão feliz por não ter ido!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Sorrisos sobre o Atlântico

A todos aqueles que responderam ao pedido de ajuda vindo dos Açores, o meu MUITO OBRIGADA pela vossa generosidade e pelas vossas ofertas.

Passei a última semana em recolhas, enchi a minha carrinha várias vezes, conheci muitas das pessoas que habitualmente visitam este meu cantinho ( todas muito queridas, claro!) e o melhor de tudo foi andar com um sorriso nos lábios todos os dias. Cansada mas feliz!

A esta hora o contentor estará algures no Atlântico em direcção aos Açores e em breve tenho a certeza que espalhará sorrisos por toda a ilha. Cada um deles se deve a vocês. Obrigada por me acompanharem nesta aventura.

Todos sabemos que não salvaremos o mundo mas acho que posso dizer que fizémos, pelo menos, com que o mundo de cada uma destas crianças seja um bocadinho melhor e maior!

Bem hajam!!!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Happy Birthday dear Mammy!!!!

É oficial: entrei na idade em que os bolos de aniversário começam a ter semelhanças com rituais satânicos de tantas velas que levam!

O que me consola é que a ideia de pedir um desejo por cada vela me soa muito bem! Vou passar o dia a sonhar! Qual génio da lâmpada qual quê! O que está a dar é fazer muuuuitos anos! :)

Parabéns a mim...porque hoje é o meu dia!!!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Ema rima com poema



Tentei escrever-te um poema.
Um daqueles em que as palavras se transformassem em imagens e onde os sentimentos tomassem forma. Para que percebesses como te amo. Como te quero. Como preciso de ti.

Escrevi, apaguei, voltei a escrever, zanguei-me. Abanonei para depois regressar e constatar que as palavras pecarão sempre por defeito.

Inventei rimas, casei sons, tentei ser a romântica que nunca fui. Percebi que sou uma poetiza falhada ainda antes de ter começado.

E depois olhei para ti. E no fundo do teu olhar encontrei o meu.
Entendi que não são precisas palavras para te declarar o meu amor e que o poema, afinal, há muito que há foi escrito. O poema és tu...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Ajudem se puderem :)

É uma das grandes vantagens da internet: a possibilidade de difundir pedidos de ajuda e de alcançar o maior número de pessoas possível que, de outra forma, nunca saberiam das muitas e muito tristes realidades que ainda acontecem no nosso país em pleno século XXI.

O repto chegou-me através do Infantário da minha filha que está totalmente mobilizado e solidário para com o pedido de uma professora açoreana, de uma tuma de ensino especial de uma escola básica da Terceira, que enviou um e-mail a uma das mães a contar as grandes e graves dificuldades daquela população escolar.

Tratando-se de uma turma com necessidades especiais, falamos de crianças não só carenciadas mas, também, portadoras de dificuldades de aprendizagem ou problemas a nível do desenvolvimento. O relato é comovente e angustiante porque esta professora gasta parte do seu ordenado para comprar bens essenciais para os seus alunos como material escolar e roupa.

Como devem calcular não deve ser fácil porque a senhora terá, certamente, os seus encargos pessoais e não dispõe de meios para garantir material para todos. E depois, acrescento eu, a verdade é que já faz muito mais do que a sua obrigação e deveria ser o Estado a garantir estas lacunas...
Seja como for... já arranjaram um contentor que embarcará rumo aos Açores no próximo dia 27 de Maio que, esperamos nós, possa seguir carregado de material para estes meninos. Assim, peço a todos os que possam e desejem ajudar que procurem em casa, que comprem ou que peçam a amigos que tenham filhos as seguintes coisas:

- Roupa de criança - os meninos terão entre 9 e 11 anos mas também se aceita roupa mais pequena porque são famílias carenciadas e com filhos menores

- Sapatos

- Livros escolares

- Canetas, lápis, cadernos, resmas de fohas, borrachas, réguas e afins - podem ser coisas usadas

- Literatura infantil

- Brinquedos - há quem nunca tenha tido um e, por isso, aqui vale tudo desde bonecas, jogos lúdicos, bolas etc...

- E tudo o mais que se lembrarem - ponham-se na pele destes meninos por favor!!!

Quanto à recolha, eu já me disponibilizei a deslocar-me até às casas ou locais de trabalho dos interessados para recolher o que quiserem dar e levar até ao Infantário que fará, posteriormente, o transporte nas carrinhas dos meninos até ao barco.

Procurem em casa, todos nós temos canetas a mais, brindes publicitários, livros que não havemos de voltar a ler, um brinquedo esquecido numa arrecadação... Alguém ficará feliz por receber estas coisas que para nós parecem tão insignificantes. :)

O meu mail é mammylesas@gmail.com está à disposição para quem quiser ajudar.
Obrigada

terça-feira, 6 de maio de 2008

Mais uma genial!

Ontem à noite um noticiário dava conta das proezas de uma corrida de touros no Campo Pequeno "abrilhantada" por um grupo de forcados a braços com um touro muito zangado (e com razão) que resolveu (e muito bem) descarregar toda a sua frustração naquele senhor destemido que se põe aos berros a dizer baboseiras do tipo "Eh touro! Touro lindoooooo!!!"

A pequenina olhava, de olhos arregalados, para aquilo e dizia:

- Mamaaaaaã! O cão!

E eu lá lhe explicava que era um touro e que fazia "Múúúú!!!" e ela "O cão!"

Está bem...era um cão!

Mas o bicho não estava pelos ajustes e lá foi motivo de notícia ao investir forte e feio naquela gente toda, de collants justinhos e rosinhas, e vai de distribuir cornadas. Vira-se a miúda e sai-se com esta:

- Mamã!!! Ai!!! E desata-se a rir a bandeiras despregadas.

Repetição do momento fantástico da noite e mais um "AI!!" seguido de nova gargalhada. Nisto,vem histérica na minha direcção, pára à minha frente e diz:

- Mamã! O cão! Pum! Ai!!!! ( tradução: mamã o touro aviou o forcado e agora está todo partido!)
E solta nova gargalhada.

Gostei e fartei-me de rir...só não percebi é se a miúda é sádica ou se, como a mãe, acha que as cornadas são bem merecidas... :)

Voltei...

As férias já se acabaram e apetece-me chorar que nem um bebé!
Oh! Que pena não ser pequenina para passar os dias inteiros a brincar!!!

domingo, 27 de abril de 2008

A caminho de alguma coisa


Já plantei muitas árvores.
Também já tenho uma filha.
Faltava apenas escrever um livro.
Entre o item das árvores, ou talvez até antes dele, já alimentava este desejo de escrever. Escrever a sério. O exercício começou com o primeiro diário que a Mãe me ofereceu. Desenvolveu-se nas composições da escola onde, quase sempre, era a melhor da turma e, portanto, era obrigada a ir de sala em sala a ler aos outros meninos as palavras que escrevia.

Na faculdade troquei muitas cartas com uma colega-melhor amiga. Propositadamente. Combinámos escrever sempre uma à outra aquilo que os olhos-nos-olhos por vezes não permitiam. Por medo, falta de tempo, sei lá... As minhas interrogações passaram a ter um destinatário que já não era apenas um dos muitos diários que passei a coleccionar ao longo dos anos.
Depois veio o jornalismo e, com ele, uma nova escrita. Sem grande margem para dúvidas pessoais. Escrita isenta e objectiva. É o que se pede. Mas nunca concordei muito com isto. O relato de algo também tem sempre um bocadinho de nós na medida em que quem informa escolhe um ângulo de abordagem. Dois jornalistas não escreveriam da mesma forma um mesmo acontecimento. No entanto, ambas as notícias seriam válidas.
Cultivei a minha escrita. Sempre feita a olhar os outros. A inventar histórias possíveis de rostos anónimos que se cruzaram por mim. Um velho na rua com um gato, uma prostituta cabo-verdiana, pessoas-tipo que construí baseada em muita gente que se fundiu numa só. Gosto de escrever contos. Não sou de grandes palavras. Defeito profissional talvez... Mas prefiro pensar numa escrita depurada, sem floreados, directa ao íntimo de cada um, sem grandes rodeios ou alaridos para tocar os outros.
Poucas pessoas me leram. Não gosto muito de mostrar este lado de mim. Não é segredo mas é tão íntimo como algo inconfessável. E depois sempre achei que ainda era demasiado imatura para escrever a sério.
Até um dia.
Não faz muito tempo que a vontade, quase urgente, de escrever a sério veio à tona. E de um pequeno conto começou a nascer uma história. Não sei se grande história, isto é, se as pessoas vão gostar, se alguma vez irá ter estatuto de best-seller. Grande porque, pela primeira vez, me atrevi a alargar as fronteiras do conto e de mergulhar no texto. Ficção. Ou não...
A verdade é que achei que nunca seria capaz. Que nunca conseguiria fazer nascer uma história, deixar que as personagens nascessem na minha cabeça, que se entranhassem em mim e que me ditassem o rumo que queriam seguir. Sempre foi uma coisa que me fez muita confusão: como é que os escritores encontram tanto assunto, tantas histórias que acabam em livro?
Mas desta vez quis tentar. Arrisquei. Escrevi e parei. Deixei-me estar quieta duas semanas. E, de mansinho, a história veio até mim. Mais do que olhar para as coisas, para as pessoas, tentei ver. E sem saber bem como, o mundo mudou.
Corri para o computador e escrevi compulsivamente. Até à madrugada de ontem. Não sei quanto tempo estive neste estado de "transe". Só sei que escrevi, escrevi, escrevi e não tive sono, nem fome, nem cansaço. Foi como se estas personagens fizessem de mim marioneta e não descansaram até sairem cá para fora.
Sem saber como comecei e, nem tão pouco, como acabei, escrevi uma história. Grande.
Hoje finalmente percebi que as palavras criam caminhos. Nós só temos de os seguir...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Acho que sim!



Nesta que já é a rotina de espreitar o que as minhas amigas da blogosfera andam a fazer, encontrei um apontamento curioso com a Paula e também quis logo saber como seria o teste da minha casa ideal.

Bohemian Rhapsody foi o resultado para a miscelânea de estilos que gostaria de ter no lar doce lar. E acho que está mesmo certo.

Abaixo deixo as conclusões do meu teste que podem fazer AQUI

BOHEMIAN RHAPSODY
No one would ever accuse you of restraint when it comes to decorating and furnishing your home. You're a real glamour puss, never happier than when an opportunity arises to add another flourish of theatrical pizzazz to your home. We're not saying you're a drama queen, really...!

Living Room
You are drawn to all things that combine beauty with adventure. This is a high-octane, unabashed, sensual look that encompasses everything that's luxurious, voluptuous and curvaceous. Think rich fabrics, textured materials and glossy surfaces. While glamour makes a big, bold statement, it also smacks of total comfort and fun. Choosing accessories with a classical influence will give the room a sophistication it might otherwise have lacked, and will confirm your style credentials. Pastel pinks and yellows give the room a fresh, feminine feel, while glamorous prints and patterns are fun and stylish. Curled up on the sofa with a good book, your living room's the perfect place for some "me-time".

Bedroom
Your bedroom benefits from a lovely feminine touch. Sleep is fundamentally important to our well being. Clean, fresh air can truly aid sleep, but so, too, does a well-made bed and the best mattress you can afford. Touch is an important issue in the bedroom, from crisp, linen sheets to wool or even sheepskin underfoot. You like to surround yourself with pretty frills and flounces in your bedroom, using light, bright colours to create a refreshing retreat that's easy on the eye.


Dining Room
You're a maverick, blending a melting-pot style that's all your own. At home, the pleasure you take in your 'pick 'n' mix' approach to decorating gives the dining space a 'pot luck' sense of fun. The dining table is the perfect place for you to show off your kaleidoscopic approach to interior design and decoration: cups, saucers, plates and glasses of different colours, shapes and sizes can look vibrant and fun when executed with flair: just don't go overboard or try too hard. When it comes to entertaining, you love gutsy, wholesome, seasonal food.

Home Office
You like things floral and feminine, even in the home office. These days, almost all of us have a home office: a desk and a chair in one corner of the living room with adjustable task lighting and adequate filing is all it takes (and might be all the space you can afford). Pretty finishing touches can transform even the most utilitarian desks: a potted plant, a vase of flowers or family photographs can make all the difference.

Kids' Room
Let a child's room reflect his or her personality -- not yours! If you have the space for a designated playroom, great. If not, then giving your kids the biggest bedroom can be a smart move, certainly once they're past the toddler stage: it gives them a designated space to play, enabling you to keep the rest of your home more, rather than less, how it used to be. Cheap and cheerful is ideal when it comes to most things in children's rooms: not only do kids grow fast, they also grow out of fads and phases at an amazing rate.

Conclusion
Your home's a shrine to all things glamorous. E eu acrescento que ERA ISTO que eu queria...não quer dizer que seja o que tenha. Raio do Euromilhões nunca mais faz de mim uma excêntrica!!!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Aldeã Suburbana

Há já algumas noites, sempre que fumo o último cigarrinho do dia, que me deparo com o voo picado de um vulto de asas enormes, que faz sempre a mesma trajectória, até ganhar alguma nitidez e poisar, altivo, na rede do terceiro quintal abaixo da minha casa.

Da primeira vez que a vi fiquei estupefacta. Uma coruja na cidade? Ainda por cima grande como tudo? Calculei que tivesse fugido do zoo ou de outra gaiola qualquer e, sem me mexer, fiquei a observá-la à luz da noite. Penas brancas no rosto, asa branca no interior. Enorme!
Sou uma pessoa de rotinas. E todas as noites, por volta da mesma hora, lá vou à janela matar o vício de sempre. E todas as noitas a vejo chegar e partir para a tornar a encontrar na noite seguinte. Parece que esta coruja também tem os seus hábitos...

Ontem à noite, ao vê-la, dei por mim a pensar o que faria ela por aquelas bandas. Mas a resposta afinal até não era assim tão difícil de encontrar. A verdade é que, apesar de viver nos subúrbios, vivo numa aldeia! FREGUESIA!!! Reclamam alguns. Parece que é mais fino! Como se, de repente, ser aldeão fosse uma coisa depreciativa!

Pois eu cá adoro o facto viver na ALDEIA!!! Apesar de num prédio, tenho a felicidade de ter mato cerrado à frente de casa. Acho que é por isso que a coruja ali poisa todas as noites.

Na minha aldeia não há selvas de betão nem edifícios de mil andares a vomitarem gente. Somos poucos e todos nos conhecemos. Acreditam que conheço todas as pessoas do meu prédio? Sei em que andar moram, como se chamam, o que fazem, quantos filhos têm...

Todos nos cumprimentamos de manhã, seguramos a porta à tarde, para quem vem carregado de compras, não há faltas de educação nem portas fechadas na cara à má fila...

A senhora do café chama-se D.Céu e adora a minha filha. Dá-lhe pão todos os dias. E depois temos o mercado, o lugar onde mais gosto de ir e de estar, na minha aldeia. Há fruta e legumes frescos bem alinhados todos os dias pela Paula e pela mãe que estão mesmo ao lado da senhora da florista que largou o emprego de secretária de uma grande empresa para se dedicar ao sonho de viver no meio das flores.

Há a D.Deolinda, dona do cabeleireiro, que sempre que levo a Ema, me faz o favor de passear com ela na banca das frutas enquanto a Rute me arranja o cabelo e a Cristina, aspirante a cabeleireira, me conta os pormenores, cada vez mais requintados, da prova final de curso.

Também há um café que é da D.Glória, a simpatia em pessoa, avó babada de uma neta da idade da minha filha. Andamos sempre em longas conversas e conselhos mútuos sob o olhar enternecedor do muito educado Sr. Alberto que, assim que me vê entrar, pergunta logo se é "o do costume".

Do outro lado da estrada há um parque infantil e um centro de dia para idosos. Logo a seguir, a pequena igreja cujo tocar do sino a cada hora e meias horas, me vão guiando em casa. Nunca preciso de olhar para o relógio. Basta contar as badaladas ou ouvir o Avé Maria que me diz que já são 6 da tarde.


A partir das 8 da noite o sino cala-se. É sinal que a noite se aproxima.

Da minha janela, vejo a lua nascer e subir até ao alto do céu. E é por volta dessa hora que a minha coruja chega. Não preciso do sino para me dizer que a meia-noite chegou. Vem o vulto em voo apressado para acalmar no terceiro quintal abaixo da minha casa.

E eu olho para ela, para as estrelas, para as luzes da confusão suburbana lá ao fundo, respiro o ar da noite que cheira a flores do campo, lembro-me das pessoas que habitam neste meu mundinho e dou graças por ser uma aldeã suburbana!

E agora vão achar que estou a inventar...mas a verdade é que a minha aldeia fica mesmo ao lado no IC19!!! Dá para acreditar?

PS - Ando a pensar dar nome à dita...alguém tem sugestões?

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Todos ao Cirque!

Pela primeira vez em 30 anos fui ao circo e gostei!!!
Claro que O Cirque não tem comparação com os Dallas e Cardinallis que por aí andam mas, mesmo assim, mesmo assim entrei na tenda cheia de traumas.

Claro que os primeiros 5 minutos foram suficientes para me render à magia e não foram poucas as vezes que dei por mim com a pele a arrepiar-se, de boca aberta perante o espanto ou com lágrimas nos olhos (o que deve ter acontecido para aí umas 497 vezes...)

É impressionante!
Não só o espectáculo que é lindo de morrer e extremamente comovente mas, também, e o mais impressionante de tudo, a plasticidade daqueles corpos que se contorcem, que quando a deslizarem nas sedas aéreas parece que se vão partir em mil pedaços mas com uma poesia terrivelmente bela, as meninas pequeninas que já são artistas como gente grande....até dos supostos "palhaços"( que ODEIO) me ri e bati palminhas!!!!

Senti-me como uma verdadeira criança. Mais do que ver acho que vivi a magia. E foi tão bom entrar no mundo de Quidam!!!

Aqui ficam alguns dos momentos que vi...espero que o façam se puderem. Os bilhetes são caros bem sei mas....sabem que mais? O dinheiro não paga momentos assim. Pensando bem...a quantia até se torna irrisória quando a Alma se enche tanto :)